sábado, 6 de fevereiro de 2010

Dinheiro e mau humor: Sorria... Você está sendo observado!

Muitos casos de mau humor são causados pela falta de dinheiro ou fome. A fome é mais fácil de resolver, mas a falta de dinheiro nem sempre.
Esses problemas – fome e falta de dinheiro - afetam bilhões de indivíduos no mundo. Não é um problema individual ou local. É coletivo, social e mundial.
A falta de dinheiro compromete o humor prejudicando as relações profissionais, familiares e conjugais e até individuais. Afinal, um sujeito em conflito consigo não será capaz de relacionar-se bem com ninguém.
É ai que mora o perigo. Muitos casamentos acabam pelo mau humor causado pela falta de dinheiro. Acaba o dinheiro, acaba o humor, acaba o amor! Como se o dinheiro fosse a solução para todos os problemas.
Acontece que a falta de dinheiro provoca preocupações com as dívidas, causando uma sensação ruim, de impotência e incapacidade. Impossibilita o consumo de produtos necessários à sobrevivência e produtos supérfluos relacionados ao “prazer”. O estresse e a depressão surgem para piorar a situação. O sujeito é o primeiro a sofrer seguido da família. A falta de diálogo e bom senso levam ao fim de casamentos. O motivo não é a falta de amor, mas uma relação desgastada pela difícil situação financeira.
(Volpone de Souza, Professores da Alegria,
Berto Editora, 2007)

Termômetro do Humor

Para saber se você está bem e de bom humor, faça um teste: Procure aquelas pessoas que considera insuportáveis, “chatas”, antipáticas, desagradáveis, “indigestas”. Alguém que você não tolera. Ouça-as. Se você não se irritar é porque está bem. Como diria o mestre Mahatma Ghandi, é preciso ser inofendível.
Quando não estamos bem, qualquer coisa nos incomoda, até a voz da esposa ou do marido. Ofendemos-nos com pouca coisa. Um simples bom-dia de um estranho é o suficiente para aumentar o mau humor. Basta ver alguém que não simpatizamos para mudarmos de humor.
É comum o mau humor manifestar-se na família, entre casais – principalmente entre marido e mulher - e até no trabalho. Frequentemente na escola na relação professor-aluno e em casa na relação pais e filhos e entre os cônjuges.
O problema não é o outro. Nós é que temos determinado problema e culpamos o outro. “Se você mudar, o mundo muda com você” .
Não é fácil admitir que estamos irritados e mal-humorados. É mais cômodo culpar alguém por nosso azedume. A verdade dói. Mas o mau humor fere muito mais e as feridas demoram a cicatrizar, quando cicatrizam.

(Volpone de Souza, Professores da Alegria,
Berto Editora, 2007)

sábado, 12 de setembro de 2009

Tesão: Prazer em tudo que se faz

Toda atividade deve ser realizada com carinho, vontade, desejo, dedicação, responsabilidade, organização, planejamento, amor, humor e muito tesão. Só assim seus projetos serão realizados com prazer, êxito e sucesso. Parece difícil, mas é preciso.
Tudo que tentarmos realizar com raiva, ódio e mau humor, não dará certo. Tudo que tentarmos executar sem vontade dará errado. O resultado será o fracasso, a insatisfação e a frustração.
Portanto, se não está disposto a realizar determinada atividade com vontade, não faça. Se fizer um trabalho contra sua vontade, reclamando e xingando, não ficará bom, então, é melhor parar e recomeçar quando estiver disposto e bem-humorado. Ou deixar que alguém faça, mas o mérito não será seu. Depois não reclame, pois o mau humor aumenta e põe você de cama.
Um motorista que dirige seu carro, ou o veículo da empresa onde trabalha, consegue quebrar o automóvel se descarregar energia negativa num momento de raiva. Na hora da fúria o motorista transforma inconscientemente toda energia em força física. Quando dirige com ódio é menos cuidadoso e danifica o veículo. Tudo que toca, inutiliza. Prejuízo para a empresa ou para o próprio bolso. O mesmo vale para qualquer profissão em qualquer setor da sociedade.


(Volpone de Souza, Professores da Alegria,
Berto Editora, 2007)


Mau humor: uma doença contagiosa

Um chefe de família - homem ou mulher - que vive mal-humorado contagia os membros da família que passam a “viver” irritados e azedos.
Muitas crianças vivem irritadas e azedas por causa da irritação e azedume dos pais. O ambiente, o meio influi no humor do indivíduo.
Muitas vezes, ao chegar à casa irritado, o “chefe da família” já chega calado – ou gritando - “pisando pesado” no chão, bravo, “relinchando” e soltando “coices”. Logo, a família sentirá o azedume no ar. Após alguns resmungos, as crianças ficam irritadas e inquietas, a esposa então começa a reclamar da vida, das crianças e até os cachorros ficam insuportáveis e mal-humorados.
O ambiente familiar se transforma num campo de concentração, gera-se um clima de “guerra fria”. A situação torna-se tensa, agressiva, degradante, doentia e infeliz. A causa de tanto mau humor – em muitos casos - é o estresse, por excesso de trabalho.
Algumas profissões provocam esgotamento mental e o estresse com mais freqüência. A alimentação também pode estimular ainda mais o problema. A má alimentação acelera o esgotamento físico e mental. Porém, alguns tipos de alimentos ajudam a reduzir a ansiedade, o esgotamento físico e mental, aliviando o estresse e contribuindo para elevar o bom humor. O lazer também é muito importante para evitar a fadiga.



(Volpone de Souza, Professores da Alegria,
Berto Editora, 2007)




domingo, 2 de agosto de 2009

Mau humor: um "problema social"

Não existe sucesso, felicidade, paz, amor ou “vida”, em ambientes carregados de ódio, tristeza, pensamentos negativos e mau humor. Ninguém agüenta!
Toda atividade torna-se estressante quando trabalhamos mal-humorados, irritados, azedos.
O mau humor é contagioso, propaga-se e afeta todas as pessoas direta ou indiretamente prejudicando a relação entre os indivíduos.
Um sujeito mal-humorado provoca situações desagradáveis, cria um clima muito pesado e tenso em seu ambiente de trabalho, tornando insuportável o relacionamento e a convivência entre os colegas.
O mau humor “toma conta do pedaço” e em pouco tempo todos estão mal-humorados, cansados, estressados, agressivos e prontos para brigar.
Basta uma palavra qualquer e pronto… É como jogar… no ventilador!
O mau humor prejudica e atrapalha qualquer relacionamento. No trabalho, no clube, na família, na igreja, na academia, na sala de aula, no trânsito, em todo lugar, o mau humor estraga qualquer reunião.
É incrível, mas é verdade. Uma pessoa mal-humorada contagia outras se estas não foram “vacinadas contra a raiva”.
O mau humor também provoca grosseria e descortesia. Estupidifica e embrutece o sujeito. Cega e bloqueia a inteligência humana. Afasta os amigos. Provoca mal-estar. Enfim, é prejudicial à saúde de quem sofre do mau humor e à saúde alheia.



(Volpone de Souza, Professores da Alegria,
Berto Editora, 2007)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Educação: chave para a mudança

A Educação é a chave para a mudança. Somente a Educação realizada com compromisso, responsabilidade, verdade, ética, amor e bom humor pode revolucionar a sociedade, portanto, o indivíduo. Somente uma Educação empenhada em praticar e ensinar com compromisso, responsabilidade, verdade, ética, amor e bom humor é capaz de transformar o indivíduo e formar cidadãos.
Para isso, faz-se necessário que a instituição chamada “EDUCAÇÃO” desempenhe sua verdadeira função social: formar CIDADÃOS CRÍTICOS, CONSCIENTES E LIVRES! De preferência BEM-HUMORADOS.
Enquanto isso não acontecer, continuaremos presenciando e vivenciando uma sociedade cada vez mais doentia, desestruturada, alienada, miserável, escravizada e “mal-humorada”. Uma instituição – no caso da rede pública de ensino - construída para formar sujeitos pensantes está apenas fazendo o jogo de uma minoria elitizada lançando na sociedade indivíduos robotizados e condicionados ao trabalho apenas. Esta é uma contradição. A escola – estabelecimento que desenvolve a educação - que formaria ou deveria formar indivíduos com pensamento autônomo, visando ao bem comum, “contenta-se” apenas com a informação e o adestramento de indivíduos cada vez mais individualizados e programados que visam apenas a interesses pessoais.

( Volpone de Souza, Professores da Alegria,
Berto Editora, 2007)

Papel da escola

A nossa sociedade é tão livre e permissiva e as pessoas têm tantas opções, que não podem tomar suas próprias decisões eficazmente. Elas querem que outras tomem a decisão e a seguirão.
O comodismo, a falta de idéias e sonhos, o individualismo, a pobreza, a fome, o desemprego, a submissão, a alienação e o não-pensar, transformam os indivíduos em súditos, que passam a ser escravos e logo se tornam “gado”.
Aquele que pensa é louco, porque questiona. Louco é aquele que pensa. É preciso interrogar a realidade, assim como interrogar-nos sobre a realidade. “A realidade é mais complexa do que imaginamos”.
Não podemos cair na besteira de não pensar, de não interrogar a realidade. Precisamos ser educadores cidadãos-protagonistas para formarmos educandos cidadãos-protagonistas. Temos de formar o sujeito. Aquele que não é objeto, que não é coisa, que não é súdito, que se relaciona com autonomia, que não se deixa manipular ingenuamente, que é protagonista de sua própria história. Que não se acomoda, mas que se incomoda com a injustiça e incomoda os malfeitores. Esse é o papel da escola: instruir, formar, provocar, instigar, incomodar, transformar, libertar o sujeito de sua própria ignorância política, econômica, social e cultural.


(Volpone de Souza, Professores da Alegria,
Berto Editora, 2007)