domingo, 26 de abril de 2009

Piaget x Pinocht: a disciplina na classe

Esta é uma das queixas mais freqüentes dos educadores: DISCIPLINA dos alunos.
É por esse motivo que muitos professores se afastam da sala de aula tirando licença-médica alegando estarem estressados por causa da indisciplina dos alunos, e com razão.
Se tivermos que acabar com os problemas, e a sala de aula é o problema, então… “Boomm”!
Mas as coisas não funcionam assim, seria muito fácil isolar-se numa biblioteca, mosteiro ou numa montanha bem alta para refletir sobre a vida, sobre o mundo, sobre a educação. O difícil seria voltar para a sociedade, para a sala de aula, viver e conviver em grupo. Encarar as dificuldades profissionais e pessoais não é tarefa fácil. Enfrentar as divergências e contradições da sociedade e de uma sala de aula é uma empreitada que exige muita competência, tolerância e facilidade de adaptação e aceitação. Aceitar as limitações pessoais é libertar-se dos grilhões que alienam o indivíduo aos padrões preestabelecidos pela sociedade.
Não é fácil viver em grupo, é preciso habilidade, paciência, tolerância, flexibilidade, amor e muito bom humor.“Se não podemos vencê-los, juntemo-nos a eles”. Se o problema é comum entre pais, professores e sociedade, então devemos unir nossas “forças”, interesses e “energias” para resolvermos o “problema” juntos. Não adianta agir isoladamente. Em casa os pais sofrem com filhos “rebeldes”, desobedientes e sem-limites. Na escola os professores penam com alunos indisciplinados, sem-limites e muito ativos. Na sociedade os cidadãos reclamam de jovens que não respeitam regras, sinais de trânsito, que usam drogas e são barulhentos e violentos. O problema é comum a todos nós: pais, professores e cidadãos.


(Volpone de Souza, Professores da Alegria,
Berto Editora, 2007)


sexta-feira, 10 de abril de 2009

Relação Professor-Aluno

Não pretendo ensinar ao professor a arte de educar. Não existe fórmula ou receita de como se deve atuar em sala de aula. Muito menos regras autoritárias impostas pelo despotismo pedagógico de quem nunca pisou numa sala de aula. Existe ética e bom senso quanto à postura do professor em seu ofício de mestre.
Trata-se de uma reflexão sobre o papel do professor, seu objetivo e sua relação com os alunos no dia-a-dia da sala de aula e fora dela.
O processo ensino-aprendizagem exige do educador um envolvimento com o educando de forma que o ato de ensinar e o ato de aprender tenham em vista a produção – não só a reprodução - transmissão e a assimilação de conhecimentos para alcançar a plenitude do processo. Trata-se do compromisso e da responsabilidade do educador em proporcionar a oportunidade para que o educando por vontade própria se comprometa com a assimilação do conhecimento proposto. Neste caso, não importa a quantidade, mas a qualidade. Não adianta a transmissão de conhecimentos – informações – se não forem assimilados pelos educandos – receptores. É preferível que o professor transmita menos “informações” e certifique-se que o educando assimilou-as, entendeu o objetivo do processo de sua aprendizagem.
O professor deve servir de exemplo, sem preocupar-se com excesso de perfeição. Professor não é “super-herói”.



(Volpone de Souza, Professores da Alegria,

Berto Editora, 2007)